Engravidar com óvulos doados

Na busca da maternidade, muitas mulheres encontram na ciência uma alternativa para tornar realidade o sonho de formar uma família. A opção por óvulos doados é uma das possibilidades dentro desse campo da medicina reprodutiva, em especial para aquelas que, por diferentes motivos, não podem utilizar seus próprios gametas.

Cresce o número de casais e mulheres solteiras que, ao passar dos 30 anos, decidem recorrer a óvulos congelados provenientes de doações. Optar por óvulos doados amplia as possibilidades de engravidar, e é uma alternativa cheia de esperança para quem enfrenta desafios relacionados à fertilidade.

O WeBank, especializado no acompanhamento e execução desses processos, oferece um atendimento personalizado para garantir que essa escolha seja feita de maneira informada e segura.

Pode engravidar com óvulos doados?

Sim, é possível alcançar uma gravidez através de tratamentos com óvulos doados. A Dra. Carolina Bouteiller esclarece que “não deveria haver diferenças com uma gestação com gametas próprios”. A fecundação com esses óvulos segue os mesmos padrões de um processo de gestação natural ou assistida, estando sujeita às mesmas probabilidades e condições.

É importante lembrar que, embora as doadoras sejam jovens saudáveis que passam por inúmeros testes médicos e psicológicos, a gravidez com ovodoação pode apresentar riscos e complicações como qualquer outra. Por isso, é essencial contar com o suporte de uma equipe especializada como a do WeBank, que acompanha todo o processo para minimizar tais riscos.

A eficácia desse tipo de tratamento é bastante alta; segundo a Dra. Carolina Bouteiller, a taxa de gravidez acumulada é de 93,96% após três tentativas na clínica. Isto mostra o compromisso e a qualidade dos tratamentos realizados, refletindo a expertise e a tecnologia envolvidas no processo.

Como funciona a fertilização com óvulos doados?

A técnica de reprodução assistida utilizando óvulos doados é uma alternativa eficaz quando há impossibilidade de usar os próprios ovócitos. O procedimento mantém várias etapas similares ao processo convencional de fertilização. Inicialmente, a fecundação dos oócitos é realizada em laboratório, seguindo o método mais apropriado para cada situação específica: a fertilização in vitro (FIV) ou a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI).

Neste processo, com os óvulos provenientes de uma doadora anônima já selecionada e o material genético fornecido pelo parceiro da mulher que almeja se tornar mãe, o laboratório de embriologia atua com precisão para realizar a fertilização. Após essa fase inicial, os embriões são cuidadosamente monitorados e avaliados até alcançarem o estágio de desenvolvimento conhecido como blastocisto, o que normalmente acontece no quinto dia após a fecundação.

Estamos diante de um momento crítico: a análise e classificação embrionária. Este passo consiste na minuciosa observação e avaliação baseadas em critérios morfológicos rigorosos que determinam se o embrião é de fato idôneo para ser transferido para o útero materno. Aqueles que não atenderem aos padrões exigidos para um possível desenvolvimento saudável não serão selecionados.

Para a receptora do embrião, há duas possibilidades: a transferência pode ser feita imediatamente após a fertilização, conhecido como ciclo fresco, ou mais adiante se os embriões foram previamente congelados através de vitrificação.

No caso dos embriões vitrificados, o procedimento pode ser programado para uma data futura, possibilitando uma preparação endometrial. A preparação do endométrio é essencial para aumentar as chances de que o embrião se implante com sucesso e resulte em uma gravidez.

Esse processo todo é meticulosamente planejado e coordenado para maximizar as chances de sucesso e proporcionar à receptora a melhor oportunidade possível de alcançar a gestação desejada.

O papel da mãe na gravidez com óvulos doados

A epigenética é um campo da ciência fascinante que revela as interações complexas entre o ambiente vivenciado pela gestante e o desenvolvimento genético do feto. Através desta interação, fica evidente que a mãe possui um papel insubstituível durante a gravidez. Ela não apenas proporcionará o ambiente necessário para o crescimento do bebê, mas também influenciará, em alguns aspectos significativos, a expressão dos genes do futuro filho.

Portanto, independentemente da origem biológica dos gametas, a figura materna estará contribuindo de maneira singular para a saúde e formação das características físicas da criança: “A epigenética nos ensina que durante a gestação existe uma comunicação entre a mulher e o futuro bebê, capaz de influenciar na expressão genética do mesmo”, diz a Dra. Bouteiller.

Quantos óvulos precisa para engravidar?

A quantidade de óvulos necessários para conquistar a gravidez por ovodoação varia. Influenciada pela idade da receptora, pelo histórico clínico do casal e por outros exames realizados, essa quantidade é parte integrante de um plano de tratamento personalizado oferecido pelo WeBank.

Geralmente, a idade ideal recomendada para a gravidez, seja natural ou assistida, é antes dos 35 anos. Contudo, a tecnologia permite expandir esse limite, oferecendo chances a mulheres que decidem ser mães após os 40 anos.

A maternidade é um rol que deve ser desenvolvido independentemente do tipo de tratamento. As pacientes podem encontrar no acolhimento e na expertise de instituições como o WeBank, a chave para abrir as portas dessa nova etapa da vida. Independentemente se optarem por congelar óvulos ou iniciar um tratamento com óvulos doados, o importante é saber que existem profissionais dedicados a tornar possível o desejo de se tornar mãe.

Dra. Carolina Bouteiller

Medicina Reproductiva
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