Avaliação da reserva ovariana

A reserva ovariana é um conceito fundamental no campo da fertilidade e medicina reprodutiva. Representa a quantidade de óvulos que uma mulher possui em seus ovários em um determinado momento de sua vida, sendo um indicador crucial para compreender sua capacidade reprodutiva.

Este dado é determinante para planejar estratégias de fertilidade adequadas especialmente para aquelas mulheres que planejam sua maternidade após os 30 anos.

O que é reserva ovariana?

A reserva ovariana define-se como o total de óvulos disponíveis nos ovários de uma mulher em qualquer fase de sua vida.

“A reserva ovariana é o número de óvulos que uma mulher ainda tem em seus ovários em um determinado momento da vida”, explica a Dra. Andrea Divita, especialista em Medicina Reprodutiva. Ela salienta a importância desse indicador, pois varia significativamente com a idade e é um fator decisivo para entender a capacidade reprodutiva feminina. Com o avançar da idade, a reserva ovariana de uma mulher tende a diminuir, o que contribui para reduzir suas chances de concepção natural.

Além da idade, há outros fatores menos comuns que podem influenciar negativamente a reserva ovariana, como a insuficiência ovárica prematura, doenças como endometriose, tratamentos oncológicos, intervenções cirúrgicas nos ovários e fatores genéticos. Todos esses aspectos podem resultar em uma menor quantidade inicial de óvulos ou um esgotamento mais rápido dos mesmos.

Quando identificada uma baixa reserva ovariana, não apenas a quantidade, mas também a qualidade dos óvulos pode estar comprometida. No entanto, existem soluções para esses casos, como tratamentos de fertilização in vitro (FIV) ou a ovodoação, que podem aumentar as chances de uma gravidez bem-sucedido mesmo com uma reserva reduzida.

Exame de reserva ovariana

Para avaliar a reserva ovariana, não há um teste que determine diretamente a quantidade de óvulos restantes. “Ainda não existe um teste que possa determinar diretamente o número de óvulos restantes nos ovários de uma mulher”, esclarece Dra. Divita. Existem, contudo, métodos indiretos que, quando combinados, podem oferecer uma estimativa bastante precisa dessa reserva.

Entre os exames mais utilizados estão as dosagens de hormônios, como FSH, LH e estradiol, que devem ser realizados em um momento específico do ciclo menstrual e apenas em ciclos espontâneos. Outros exames importantes incluem a dosagem do hormônio Antimulleriano e a contagem de folículos antrais por ultrassonografia, que podem ser realizados a qualquer momento do ciclo, inclusive durante o uso de anticoncepcionais.

Esses exames fornecem informações valiosas para a avaliação da saúde reprodutiva e são essenciais para planejar qualquer intervenção ou tratamento na área da medicina reprodutiva. Eles ajudam a estabelecer um plano de ação mais adequado conforme as necessidades individuais de cada mulher.

Como melhorar a reserva ovariana?

Embora a idade seja um fator imutável e crucialmente ligado à diminuição da reserva ovariana, existem medidas que podem ajudar a minimizar a redução adicional de óvulos. “É fundamental evitar substâncias tóxicas como o tabaco”, afirma Dra. Divita.

Além disso, manter um estilo de vida saudável, com uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos, pode contribuir significativamente para a manutenção de uma boa reserva ovariana.

Manter um índice de massa corporal (IMC) adequado e evitar exposição a poluentes ambientais também são medidas importantes para preservar a qualidade e quantidade dos óvulos. Esses hábitos não apenas beneficiam a reserva ovariana, mas também promovem uma melhor na saúde geral, o que é fundamental para um processo de concepção saudável.

A avaliação da reserva ovariana é um aspecto fundamental para todas as mulheres que desejam entender melhor sua fertilidade e planejar o futuro reprodutivo. Por meio de exames específicos e acompanhamento médico adequado, é possível obter um panorama claro da saúde reprodutiva e tomar boas decisões sobre tratamentos e estratégias de concepção.

Lembrando sempre que, independentemente dos desafios que a baixa reserva ovariana possa apresentar, existem múltiplos tratamentos disponíveis que podem aumentar as possibilidades de alcançar o sonho da maternidade. A medicina reprodutiva tem evoluído constantemente, oferecendo esperança e possibilidades para quem enfrenta desafios nessa área. Assim, é essencial buscar orientação especializada e considerar todas as opções disponíveis para uma experiência reprodutiva satisfatória e bem-sucedida.

Dra. Andrea Divita

Medicina Reproductiva
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